Agente da Polícia Penal observa leitos hospitalares vazios em unidade de saúde pública, durante atividade de custódia de presos.

Proibição de custódia de presos por PM em hospitais

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara aprovou, em 16 de julho de 2025, o Projeto de Lei 2566/24. A proposta leva à proibição de custódia de presos por PM em hospitais estaduais e do Distrito Federal. A medida prevê que essa função seja exclusiva da polícia penal, com prazo de transição de 36 meses. A ação atendeu à relatoria do deputado Sargento Fahur (PSD‑PR) e pretende fortalecer o papel das corporações de segurança pública.

Altera a lei de Execução Penal e CPP


No dia 16 de julho, a comissão analisou e aprovou o PL 2566/24, de autoria do deputado Sargento Portugal (Pode‑RJ), que altera a Lei de Execução Penal e o Código de Processo Penal. O objetivo além da proibição de custódia de presos por PM em hospitais, também reconhece a necessidade da valorização das atividades da polícia penal.

Sargento Fahur (PSD-PR) declarou que é fundamental que a Polícia Militar permaneça atuando “onde sua presença é mais necessária e eficaz: nas ruas, protegendo a população, prevenindo crimes e garantindo a ordem pública”. E, da mesma forma, “assegurar e respeitar a competência constitucional atribuída à Polícia Penal, cuja missão específica é a guarda e custódia de presos, inclusive em ambientes hospitalares”.

Apenas policiais penais

 A proposta determina que, salvo em flagrante, apenas policiais penais realizem a custódia desses detentos, desde a saída da prisão até a lavratura do auto de prisão em flagrante.


Aprovada em caráter conclusivo, a iniciativa seguiu sem necessidade de plenário, sendo agora encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Entre os principais pontos aprovados:

  • Proibição de custódia por policiais militares no ambiente hospitalar.
  • Exceção válida apenas durante flagrante, até formalização pela autoridade policial.
  • Instituição de transição de até 36 meses antes da proibição completa.

O relator, Sargento Fahur, explicou que o período de adaptação visa permitir que os estados se reorganizem e implementem a transferência gradual da atribuição para as polícias penais.

Seguirá para a CCJ


Com a aprovação na comissão, o próximo destino legislativo é a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), onde serão avaliados aspectos constitucionais e jurídicos. Se não houver alterações, o texto seguirá para votação na Câmara e, posteriormente, no Senado.

Na CCJ, os prazos podem variar dependendo do tipo de projeto e do regime de tramitação

Não houve menção, até o momento, se projeto de lei terá tramitação prioritária ou seguirá rito normal. Também não foi relatado se a ideia envolve o aporte de recursos orçamentários específicos para criação ou fortalecimento das polícias penais, mas a transição de três anos permite a elaboração de cronograma de ajustes orçamentários.

A proposta reforça a necessidade de controle mais especializado em situações que envolvem custódia hospitalar, ambiente propício a falhas de segurança devido a dificuldade dos profissionais em estabelecer procedimentos rígidos de segurança.

A mudança tem potencial para reforçar a atuação das polícias penais, liberando as PMs para atividades ostensivas, combate à criminalidade e patrulhamento. O destaque do relator sobre reenquadramento de competências reforça esse propósito.

Evita conflitos entre corporações

A expectativa é de que a medida reduza exposições de risco a falhas de custódia e evite conflitos entre corporações. Isso pode refletir imediatamente no fortalecimento do atendimento em áreas urbanas e no atendimento ao cidadão — com menos PMs responsáveis por escoltas hospitalares, e mais atuando nas ruas.

A iniciativa também abre espaço para futuros aperfeiçoamentos na Lei de Execução Penal, como a regulamentação de práticas, treinamento e infraestrutura das polícias penais. Os profissionais de  segurança pública esperam que, com a adequação legal, ocorram mais investimentos na modernização do sistema penitenciário brasileiro.

Resumo dos pontos principais

  • Projeto: PL 2566/24 — proíbe custódia por PM em hospitais estaduais e DF.
  • Responsabilidade: exclusivamente da polícia penal.
  • Transição: 36 meses após promulgação.
  • Exceção: apenas em flagrante até lavratura de auto.
  • Tramitação: segue para CCJ, depois Câmara e Senado.

Saiba mais na Agência Câmara de Notícias: https://www.camara.leg.br/noticias/1180693-comissao-aprova-proibicao-de-custodia-de-presos-em

QSL News: polícia em foco.

Posts Relacionados

Associações de classe apoiam PL da terceirização

Projeto de Lei nº 2.694/2015 permite a execução indireta (via empresas privadas ou parcerias público-privadas) de determinadas atividades…

05/10/2025 - 08h01

Avanço da terceirização na Polícia Penal

FENASPPEN denuncia avanço da terceirização de atividade indelegável da Polícia Penal

02/10/2025 - 14h31

Imóvel alugado por idosa vira laboratório de drogas

Uma operação da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) revelou, nesta semana, um sofisticado laboratório de drogas dentro…

25/09/2025 - 11h00

41 PMs mortos no RJ

41 PMs mortos no RJ e ainda faltam 3 meses para o ano acabar.

25/09/2025 - 08h01

Rádio Corredor

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *