Policiais do batalhão de elite, fortemente equipados e armados, realizam ação tática junto a uma parede de concreto, com um deles efetuando disparo de arma de fogo.

PPSC: GTI e as ocorrências mais complexas

GTI: atuação estratégica da Polícia Penal de Santa Catarina em ocorrências de alta complexidade.

Instituído em 2017, vinculado à SEJURI, o GTI da PPSC atua em situações de alta complexidade — como motins, rebeliões e crises — com ênfase na preservação da ordem, menos letalidade, respeito aos direitos humanos e restauração da normalidade institucional.

A equipe é intensamente treinada e equipada com armamentos letais e não letais, proteção balística, rádios, etc., e os integrantes passam por rígida seleção técnica, física e psicológica.

GTI - Grupo de policiais fortemente armados, vestidos de preto e com capacetes, realiza treinamento tático em formação, posicionando-se ao redor de uma parede com abertura central.
fotos Roberto ZacariasSECOM SEJURI SC

Dados

  • Desde 2017, o Grupo Tático de Intervenção (GTI da PPSC) atua em ocorrências de média e alta complexidade no sistema prisional de Santa Catarina, contribuindo para a preservação da ordem, disciplina e integridade física de internos e colaboradores.
  • O GTI foi formalmente instituído em 10 de julho de 2017, pela Portaria nº 615/2017, e está vinculado à SEJURI. (SEJURI)
  • Missões típicas incluem ações em motins, rebeliões, movimentações suspeitas, escoltas durante visitas de autoridades e operações envolvendo grandes grupos de detentos. Os operadores ingressam em galerias, celas e pátios para conter crises, utilizando técnicas de imobilização e contenção tática.
  • As intervenções seguem protocolos de menor potencial ofensivo, priorizando a preservação da vida, o respeito aos direitos humanos e a restauração da normalidade institucional.
  • Critérios para integrar o GTI:
    • Avaliação de aptidão técnica, física e psicológica;
    • Habilitação em armamentos e aprovação em cursos institucionais;
    • Liberação por superiores hierárquicos, diretoria e pela coordenação do GTI.
    • O ingresso é, inicialmente, por tempo determinado, com possibilidade de efetivação conforme demanda e desempenho.
  • Treinamento contínuo e intenso: inclui práticas de artes marciais, imobilização tática, uso de armamentos letais e não letais, consultas administrativas e cursos de aperfeiçoamento.
  • Equipamentos empregados:
    • Armamentos letais como pistolas, espingardas calibre 12 e fuzis;
    • Dispositivos de menor potencial ofensivo: granadas, espargidores de pimenta, bastões e equipamentos elétricos de incapacitação;
    • Equipamentos de proteção pessoal, podendo incluir escudos balísticos, rádios comunicadores e ferramentas de arrombamento tático conforme a missão.
  • Saúde mental e estabilidade emocional são consideradas fundamentais. Além das avaliações psicológicas iniciais, os servidores têm acompanhamento constante e, se necessário, são deslocados para funções internas ou logísticas, conforme suas condições individuais.
  • Em síntese, o GTI se apresenta como uma contribuição estratégica essencial no sistema prisional catarinense, reforçando o compromisso da SEJURI com a ordem, legalidade e respeito à vida, em consonância com políticas públicas de justiça e reintegração social.

Operações

São exemplos de operações específicas realizadas pelo Grupo Tático de Intervenção (GTI) da Polícia Penal de Santa Catarina:

1. Operação “Sodalitas Finis” — agosto de 2023

Foi uma operação conjuntas com diversas forças de segurança, com o objetivo de desarticular uma das maiores organizações criminosas em atuação no estado. Participaram da ação a Polícia Penal de SC (por meio do GTI, SEOP e NOT da Regional Oeste), além da Polícia Civil, Militar, Rodoviária Federal, Batalhão de Aviação da PM (BAPM) de Lages, SAERFron de Chapecó, Polícia Científica e Guarda Municipal de Chapecó.

2. Operação “Sistema Seguro” — Complexo Penitenciário de Chapecó, dezembro de 2021

Essa foi uma ação preventiva de segurança realizada no Complexo Penitenciário de Chapecó. Participaram cerca de 200 policiais penais de equipes especializadas, incluindo o GTI, Divisão de Operações com Cães (DOC), Núcleo de Operações Táticas (NOT) da Regional Oeste e policiais penais de plantão. Foram revistadas celas e estruturas, envolvendo 1,6 mil apenados, com o objetivo de retomar a normalidade cotidiana. A operação transcorreu sem incidentes.

Fator de estabilidade

O GTI da Polícia Penal de Santa Catarina é por vezes citado como fator importante para a estabilidade do sistema prisional catarinense — que não registra rebeliões desde 2017.

Para um país que se acostumou com rebeliões de norte a sul, o feito da PPSC é louvável.

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