Matou e concretou a mãe; foi solto e...Homem em silhueta caminha por corredor de presídio, cercado por celas gradeadas e iluminação natural ao fundo.

Matou e concretou a mãe; foi solto e…

Ricardo Jardim: matou e concretou a mãe; preso, condenado, foi solto e se envolveu no caso da mala em Porto Alegre

Um nome que voltou às páginas policiais

O publicitário Ricardo Jardim, de 66 anos, voltou a chocar o Brasil. Conhecido por ter assassinado e ocultado o corpo da própria mãe em 2015, ele foi preso novamente, desta vez acusado de matar e esquartejar a namorada. O corpo da vítima foi encontrado em partes: uma mala abandonada na rodoviária de Porto Alegre e sacolas deixadas na zona leste da cidade.

O crime contra a mãe

Em 2015, Ricardo matou sua mãe, Vilma Jardim, de 76 anos. Sim, matou e concretou a mãe. O corpo foi concretado dentro de um armário no apartamento onde os dois viviam, em Porto Alegre. O Ministério Público sustentou que a motivação foi financeira, ligada a herança e a um seguro de vida no valor de aproximadamente R$ 400 mil.

Em 2018, ele foi condenado a 27 anos de prisão em regime fechado, além de um ano adicional por posse ilegal de arma de fogo. O crime foi considerado duplamente qualificado, por ter sido cometido com meio cruel e motivo torpe.

Progressão de regime e fuga

Após cumprir parte da pena, Ricardo conseguiu a progressão para o regime semiaberto em 2024. Pouco tempo depois, em abril daquele ano, tornou-se foragido da Justiça.

Até o momento, a imprensa não revelou o nome do magistrado responsável pela decisão que concedeu a progressão. O fato, no entanto, reacendeu o debate sobre como criminosos de alta periculosidade conseguem deixar o regime fechado e acabam reincidindo.

O “caso da mala”

Em setembro de 2025, funcionários da Rodoviária de Porto Alegre encontraram uma mala preta abandonada em uma das plataformas. Ao abrirem o volume, descobriram que havia partes de um corpo humano esquartejado. A cena imediatamente mobilizou a Polícia Civil e o Instituto-Geral de Perícias do Rio Grande do Sul.

De acordo com a investigação, Ricardo foi identificado por câmeras de segurança, que o registraram transportando uma mala e sacolas com partes do corpo da vítima. Ele usava boné, máscara e luvas.

A polícia afirma que ele chegou a utilizar o celular e as contas bancárias da namorada, numa tentativa de ocultar o crime e desviar a atenção. Foi encontrado e preso em uma pousada na capital gaúcha.

O delegado Mário Souza, que conduz o inquérito, declarou que ainda há apurações em andamento para verificar se houve cúmplices, já que os cortes no corpo indicam possível ajuda de terceiros.

O que o caso revela

  • Dois crimes brutais: o assassinato da mãe e, agora, o da companheira.
  • Sistema penal em xeque: como um condenado por crime hediondo obteve progressão de regime e conseguiu fugir?
  • Reincidência violenta: a soltura abriu caminho para que uma nova vítima fosse feita.
  • Perfil psicológico em debate: investigadores classificam Ricardo como frio e calculista, levantando a hipótese de psicopatia.

Onde foi a falha?

O caso de Ricardo Jardim expõe não apenas a brutalidade dos crimes, mas também fragilidades do sistema de execução penal no Brasil. Condenado por ocultar o corpo da mãe, ele conseguiu deixar o regime fechado e reincidiu de forma ainda mais cruel.

A prisão, agora, reacende discussões sobre progressões de pena, falhas de monitoramento e a necessidade de maior rigor em casos que envolvem crimes violentos.

E o Judiciário?

O caso de Ricardo Jardim não pode ser visto como episódio isolado. Ele simboliza uma leniência recorrente do Judiciário brasileiro em decisões que flexibilizam o cumprimento de penas mesmo diante de crimes de altíssima gravidade.

Audiências de custódia: necessárias ou lenientes com o crime? - Justiça frágil: Estátua dourada da deusa da justiça, com venda nos olhos, segurando uma balança em uma mão e uma espada na outra
Imagem Pexels

A progressão de regime, pensada para ressocializar, na prática muitas vezes se transforma em porta de saída para criminosos que nunca demonstraram arrependimento ou mudança de conduta. Quando o direito à liberdade se sobrepõe ao dever de proteger a sociedade, abre-se espaço para tragédias anunciadas. A reincidência brutal de Jardim é prova de que falhas institucionais custam vidas. Justiça frouxa é convite ao crime.

👉 QSL pergunta: como garantir que crimes tão brutais não se repitam por brechas no sistema?

QSL News: polícia em foco.

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