Vergonha para a corporação: PPRO é preso-A imagem mostra três armas de fogo — duas pistolas e um revólver — dispostas sobre uma superfície escura, cercadas por várias munições espalhadas ao redor.

PPRO é preso: vergonha para a corporação

Policial Penal da PPRO negociava armas para facções

Um policial penal lotado em Rondônia foi preso sob suspeita de negociar armas com facções criminosas. Ele é apontado como fornecedor de armamentos usados para execuções e crimes graves na região.

Junto com ele, mais pessoas foram alvo da mesma operação, que visa desarticular a rede de comércio ilegal de armas vinculada a organizações criminosas locais.

Operação Cérbero

A operação foi denominada Operação Cérbero e foi executada pela Polícia Civil de Rondônia, por meio da Delegacia Especializada no Combate aos Crimes Contra a Vida (DERCCV) de Vilhena.

Segundo as investigações, o policial penal teria negociado uma pistola calibre 9 mm — registrada em seu nome — por R$ 10 mil com criminosos que a usaram em homicídios. Essa arma foi apreendida em 30 de dezembro de 2023, em posse de um indivíduo identificado como “M.F.S.”

O caso remonta a um homicídio ocorrido em 13 de outubro de 2023, em Vilhena, que estaria ligado a disputas entre facções. A polícia investiga se a arma fornecida pelo policial penal foi exatamente aquela usada no assassinato.

O policial responde a inquérito por diversos crimes: além de envolvimento em homicídio, ele é acusado de comércio ilegal de arma de fogo e de integrar organização criminosa.

Preso Rondônia PPRO -A imagem mostra um agente de costas vestindo colete tático preto com a identificação “POLÍCIA PENAL” em destaque.
PPRO Divulgação

Investigação

1. Ponto de partida: o homicídio de outubro de 2023

As investigações se iniciaram a partir do homicídio de 13 de outubro de 2023, quando a vítima foi executada em contexto de disputa entre facções. A Polícia Civil identificou que a arma usada no crime era uma pistola Taurus 9 mm registrada em nome do policial penal preso.

O fato de a arma estar em nome desse policial chamou a atenção dos investigadores. Eles verificaram a cadeia de custódia e rastrearam movimentações que sugerem negociação ilegal.

2. A apreensão da arma e sua cadeia

A arma em questão foi apreendida em 30 de dezembro de 2023 com “M.F.S.”, que teria confessado ter recebido o armamento por R$ 10 mil. As investigações apuram se essa negociação foi feita diretamente com o policial penal, ou por intermédio de terceiros.

Documentos, rastreamentos e depoimentos fazem parte do inquérito para comprovar que o policial atuou como fornecedor.

3. Prisão preventiva e desdobramentos

Nesta terça-feira (30 de setembro de 2025), foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva relativos à operação. Entre os presos está o policial penal, que ficará à disposição da Justiça.

A escolha do nome “Cérbero” para a operação faz alusão ao guardião mitológico do submundo, uma metáfora ao fato de quem deveria proteger a sociedade ter se voltado para interesses ilícitos.

4. Provas reunidas

O inquérito traz provas documentais, rastreamentos e depoimentos que reforçam a acusação de envolvimento do policial penal e outros alvos na rede criminosa de comércio de armas.

5. Interlocução com facções

A investigação busca mapear como funcionava a interlocução entre o policial e as facções criminosas — quem eram os intermediários, qual o preço oferecido, e quais outros casos o envolvem.

Também será crucial descobrir se ele atuava isoladamente ou fazia parte de rede maior de proteção ou corrupção dentro do sistema penal.

Repercussões

A prisão desse agente do sistema prisional tem importância simbólica e prática: evidencia o perigo crítico de infiltração criminal no aparato estatal encarregado da segurança. Casos como esse corroem a confiança pública.

No âmbito institucional, abre-se a necessidade de auditoria, investigação de possíveis cúmplices internos e revisão de procedimentos de controle de armamentos nas polícias e no sistema penal.

Além disso, o caso pode impulsionar apurações em outras unidades prisionais do estado, diante de suspeitas semelhantes de agentes que facilitam o armamento de facções.

Desafios

  • Provar o elo direto entre o policial penal e execução de homicídios
  • Mapear toda a cadeia de distribuição de armas
  • Identificar se há participação de mais agentes públicos
  • Garantir que a investigação resista à pressão e interferências

Contaminação

O caso revela uma faceta alarmante do crime organizado: a possibilidade de contaminação de agentes de Estado com acesso formal a armamentos legais. Se confirmadas as acusações, trata-se de grave traição ao propósito institucional de proteger a sociedade.

A operação “Cérbero” nasce com grande carga simbólica — o nome do cão de três cabeças que guardava o submundo — e espera-se que este braço da lei consiga romper estruturas criminais que agem de dentro para fora.

É fundamental acompanhar os desdobramentos, os resultados judiciais e se novas prisões aparecerão. O combate ao crime organizado passa também por limpar o próprio aparato estatal.

QSL News: polícia em foco.

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