CORE neutraliza líder do TCP-Dois policiais da CORE, em uniforme camuflado e armados, posicionam-se ao lado de veículos blindados durante operação tática.

CORE neutraliza líder do TCP

Chefe da TCP morto na Maré: “Cria” tinha mais de 200 anotações criminais e foi neutralizado em operação da CORE

Edmilson Marques de Oliveira, conhecido como “Cria” (ou “Di Ferro”), apontado pela Polícia Civil como um dos líderes do Terceiro Comando Puro (TCP) no Complexo da Maré, foi neutralizado em uma operação da Polícia Civil realizada na manhã de 26 de setembro de 2025 nas comunidades da Maré, Zona Norte do Rio.

O narcotraficante acumulava centenas de anotações criminais e chefiava operações de guerra e invasões contra comunidades rivais.

Dimensão

Segundo a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, Edmilson Marques de Oliveira era considerado o “homem de guerra” do TCP na Maré: responsável por planejar invasões, fornecer armamento e coordenar ações contra territórios controlados por facções rivais.

O criminoso tinha mais de 200 anotações, com atos de extrema violência e repressão inclusive contra moradores.

Dois agentes fortemente armados, com uniformes táticos da CORE (unidade de operações especiais da polícia), estão de costas em uma rua urbana, durante uma ação em área residencial.
CORE-Divulgação

Operação

A Polícia Civil afirma que a ação foi resultado de trabalho de inteligência que vinha acompanhando movimentações atípicas na área por cerca de 60 dias, o que levou à deflagração de uma operação “cirúrgica” para impedir uma invasão planejada contra o Morro dos Macacos, controlado por facção rival.

A Subsecretaria de Inteligência (Ssinte), a Subsecretaria de Planejamento e Integração Operacional (SSPIO), a Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) e a Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) participaram da operação.

No confronto, dois outros suspeitos foram presos e armamentos foram apreendidos, segundo nota oficial da corporação.

Maré

A ação aconteceu nas localidades da Maré conhecidas como Vila do João e Vila dos Pinheiros, pela manhã de 26 de setembro de 2025.

A Polícia Civil informou que “Cria” foi neutralizado após atacar agentes de segurança no local.

Relatos de investigação e apurações indicam que “Cria” e seus homens teriam usado imóveis próximos a creches e unidades de ensino como locais de proteção ou mesmo para treinar criminosos — prática que, segundo autoridades, impede ações policiais menos danosas e expõe crianças, professores e moradores a risco direto.

Impacto tático e riscos de reação

Para a polícia, a retirada de circulação de um nome ligado ao planejamento de ataques e logística armada representa um golpe operacional ao TCP na Maré, com potencial de interromper linhas de comando e dificultar imediatas ofensivas coordenadas.

Nota

A Polícia Civil divulgou nota institucional confirmando a neutralização do criminoso e destacando a integração entre setores de inteligência e forças especiais no trabalho de monitoramento e execução.

A corporação comunicou também prisões e apreensões associadas à ação; investigações complementares e análise de material apreendido devem prosseguir para identificar ramificações, bens, armas, e eventuais cúmplices.

TCP e a disputa por territórios

O Terceiro Comando Puro (TCP) é uma das facções que disputam espaços no Rio de Janeiro e em outras unidades da federação; suas ações costumam envolver estruturas descentralizadas de comando local, com “donos” ou chefes de comunidade que respondem pela manutenção do controle territorial.

A neutralização de líderes locais é normalmente acompanhada por tentativas das facções de reorganização, o que torna indispensável o trabalho investigativo e de Inteligência da polícia.

Realidade

A operação que resultou na morte de “Cria” interrompe, segundo a Polícia Civil, um planejamento de ataque da facção, mas não encerra o problema estrutural das disputas.

Os combates urbanos no Rio de Janeiro refletem um ciclo persistente de violência, onde facções armadas impõem o medo e desafiam o Estado.

A polícia, por sua vez, atua em operações de alto risco, enfrentando fuzis e estratégias de guerra em meio a escolas e moradias.

Entre avanços pontuais e retrocessos históricos, a população civil permanece refém desse confronto desigual. O narcoestado se estabelece. O Brasil assiste a essa realidade deitado em berço esplêndido.

QSL News: polícia em foco.

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