41 PMs mortos no RJ e ainda faltam 3 meses para o ano acabar.
Um novo luto para a PMERJ.
A morte do subtenente Sidney dos Santos Debossam, de 53 anos, engrossa uma estatística que assusta e expõe a vulnerabilidade de quem veste a farda no Rio de Janeiro.
O policial militar, lotado na corporação há décadas, foi executado na noite de 22 de setembro em Gardênia Azul, Zona Oeste da capital.
Na folga
Segundo as primeiras informações, ele estava de folga e foi surpreendido em frente a um supermercado por criminosos que chegaram encapuzados em uma moto, armados com fuzis.
A execução foi rápida e brutal, sem chance de reação. O caso agora é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital, que tenta identificar os envolvidos e as motivações do crime.
O Disque Denúncia já divulgou cartaz pedindo informações que possam levar aos assassinos.
Estatísticas
Com a morte de Debossam, agora são 41 PMs mortos em 2025 no estado do Rio de Janeiro.
E o dado chama ainda mais atenção quando lembramos que ainda restam três meses para o fim do ano. Ou seja, a tendência é que esse número cresça, alimentando um cenário de insegurança tanto para os próprios agentes quanto para suas famílias.
A cada novo caso, cresce o questionamento: até quando o Estado permitirá que seus policiais sejam alvo preferencial do crime organizado? A profissão, já marcada pela rotina de risco, no Rio ganha contornos ainda mais dramáticos.

Um alvo fora de serviço
O assassinato do subtenente chama atenção por ter ocorrido fora do horário de serviço. Muitos policiais são atacados quando estão em situações cotidianas: indo ao mercado, voltando para casa, acompanhando familiares. Isso mostra que o risco não termina quando eles tiram a farda.
Essa condição de vulnerabilidade expõe não apenas o policial, mas também seus entes queridos, que vivem sob constante apreensão. É uma guerra não declarada, onde os agentes do Estado são tratados como inimigos pelo crime.
Respostas institucionais
A Polícia Militar do Rio de Janeiro lamentou a morte do subtenente, destacando seu tempo de serviço e dedicação à corporação. No entanto, o luto não apaga a necessidade urgente de respostas concretas.
O trabalho da Delegacia de Homicídios e do Disque Denúncia é essencial. A prisão dos criminosos é o que os familiares e a sociedade esperam.
A repetição desses casos traz um efeito psicológico devastador sobre a tropa. O medo de ser o próximo, a preocupação constante com a família e a sensação de abandono por parte do Estado corroem a motivação e aumentam o estresse.
Uma sociedade em dívida
O drama vivido pelos policiais militares do Rio de Janeiro é, em última análise, um reflexo da crise de segurança pública no Brasil. Se o crime não respeita a farda, tampouco respeita o cidadão comum. Proteger os policiais é também proteger a população, pois são eles que estão na linha de frente.
Mas enquanto o país não enfrentar de forma séria questões estruturais — como o fortalecimento das instituições, o investimento em educação, a valorização das forças de segurança, uma postura firme de enfrentamento ao crime e um judiciário que ponha fim à leniência das decisões — continuaremos a contar corpos e a repetir tragédias.
Alerta
O assassinato do subtenente Sidney Debossam é mais uma página triste de um livro que já deveria ter sido fechado.
Quarenta e um policiais mortos em nove meses não é apenas uma estatística, mas um grito de alerta. Sem medidas firmes, 2025 pode entrar para a história como mais um ano de luto permanente para a Polícia Militar do Rio de Janeiro.
Enquanto a sociedade brasileira não entender que defender quem nos defende é uma prioridade absoluta, continuaremos presos a esse ciclo de violência, pagando com vidas de homens e mulheres que escolheram servir.
QSL News: polícia em foco.


















