PPGO tem novo uniforme-Um grupo de policiais penais aparece em formação para foto oficial. Eles vestem uniformes camuflados novos e coletes táticos padronizados. Atrás, duas mulheres em trajes civis posam ao centro, enquanto ao fundo há um quadro com imagem de operações policiais.

PPGO tem novo uniforme

Goiás padroniza fardamentos da Polícia Penal

A Polícia Penal de Goiás (PPGO) apresentou no Complexo Prisional Policial Penal Daniella Cruvinel, em setembro de 2025, os novos fardamentos e equipamentos destinados aos seus grupos operacionais especializados.

O evento, realizado durante o almoço de comemoração dos 16 anos do Grupo de Operações Penitenciárias Especiais (GOPE), contou também com a presença do Grupo Tático de Ações e Escolta (GTAE) e do Grupo de Intervenção Tática (GIT).

Segundo o governo estadual, a padronização busca reforçar identidade, funcionalidade e segurança operacional. A iniciativa foi oficializada por meio da Portaria nº 167, de 6 de maio de 2024, que estabelece padrões de uniformes, cores e acessórios para cada equipe.

Policial penal de colete preto observa grupo de detentos uniformizados de amarelo que realizam trabalho externo de limpeza e poda de árvores em via pública.
PPGO-Divulgação

O que mudou na prática

Pela portaria, cada grupo passa a ter:

  • Uniforme tático principal, com padrão definido de cores e acessórios.
  • Segundo uniforme preto, também acompanhado de acessórios padronizados, com identificação escrita específica de cada grupo.
  • Uniforme de atividade física, que pode ser na cor do grupo ou preto, sempre com a identificação do respectivo grupo.

Além disso, foram entregues novos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como coletes, cintos e acessórios táticos, que aumentam a segurança e a capacidade operacional dos policiais penais.

Investimento e recursos

A modernização foi financiada por fontes distintas:

  • R$ 447 mil do Ministério Público do Trabalho (MPT), destinados ao GOPE e ao GTAE.
  • R$ 460 mil de recursos federais “fundo a fundo”, aplicados no GIT.

Ao todo, foram quase R$ 1 milhão investidos em fardamentos e EPIs, com impacto direto na imagem e na padronização da corporação.

Declarações oficiais

O diretor-geral da Polícia Penal de Goiás, Josimar Pires, destacou a importância da medida:

“A padronização representa um avanço significativo em termos de identidade, funcionalidade e operacionalidade.”

Segundo ele, os novos uniformes não apenas fortalecem a identidade da Polícia Penal, mas também ajudam a criar maior coesão entre os grupos operacionais, reforçando o caráter institucional e o respeito à hierarquia.

A importância da padronização

A uniformização em forças de segurança tem valor simbólico e prático. Ao mesmo tempo em que fortalece a identidade visual da corporação, também auxilia na operacionalidade, uma vez que facilita a identificação de grupos em missões de alta complexidade.

Em operações conjuntas, distinguir rapidamente quem integra o GOPE, o GTAE ou o GIT pode ser determinante para evitar falhas de comunicação ou erros estratégicos.

Outro ponto é o moral da tropa: receber novos fardamentos, bem como EPIs de qualidade, significa valorização profissional e maior confiança no ambiente de trabalho.

Críticas e questionamentos

Apesar da solenidade, questiona-se se, sozinha, a padronização resolve os problemas estruturais enfrentados pela Polícia Penal. O déficit de efetivo, a sobrecarga de plantões e a lentidão em concursos públicos continuam sendo obstáculos diários para os agentes.

A medida pode ser vista como positiva para a imagem institucional, mas há quem critique seu caráter mais simbólico do que estrutural.

Sem investimentos consistentes em carreira, efetivo e tecnologia, uniformes novos pouco mudarão na realidade dos presídios.

Outro ponto sensível é a necessidade de garantir manutenção e renovação periódica dos EPIs. Não adianta entregar coletes balísticos e acessórios em 2025 se, dentro de três anos, não houver orçamento para repor equipamentos vencidos ou danificados.

Outros estados

O movimento de Goiás segue uma tendência observada em diferentes estados do Brasil: investir na identidade da Polícia Penal como forma de reforçar a autoridade dessa carreira, recém-criada na Constituição Federal (EC 104/2019).

O Rio Grande do Sul apresentou os novos uniformes da PPRS recentemente, veja aqui.

Já no Rio de Janeiro a categoria arquivou o antigo PCCS e agora luta por um Plano de Estruturação inspirado na Polícia Civil do RJ.

Em São Paulo, a pressão é por concursos e melhores condições de trabalho. Goiás, por sua vez, busca reforçar a imagem institucional por meio da padronização dos uniformes.

Cada estado, com seus desafios orçamentários e políticos, tem avançado em ritmos diferentes.

Passo relevante

A apresentação dos novos fardamentos e EPIs da Polícia Penal de Goiás é um passo relevante para a identidade institucional e para a autoestima dos agentes. O investimento, financiado por recursos do MPT e do governo federal, demonstra preocupação em dar mais visibilidade e reconhecimento aos grupos operacionais especializados.

Contudo, é preciso ter clareza: uniformes não substituem políticas estruturais. Sem aumento de efetivo, melhoria salarial, valorização da carreira e investimentos contínuos em tecnologia e capacitação, a mudança pode se restringir ao campo simbólico.

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