Criminosos investem em disfarces para enganar vítimas: como ocorrem e como se proteger
São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba — casos recentes mostram que não é apenas São Gonçalo que sofre com criminosos usando disfarces para praticar roubos.
Em tempo: em são Gonçalo/RJ, dos criminosos se disfarçaram de catadores de latinha para cometer assaltos e foram atropelados pela vítima.
Em várias cidades do Brasil, há relatos frequentes de bandidos vestindo uniformes, mochilas de delivery ou fardamentos falsos para induzir confiança ou dissimular sua real intenção. Essas táticas complicam a ação policial e aumentam o medo da população.

Disfarces
Exemplos recentes de disfarces usados em crimes
- Falsos entregadores
- Em Botafogo, Rio de Janeiro, motociclistas disfarçados de entregadores abordaram pessoas que entravam em prédios, exigindo celulares ou outros pertences.
- Em São Paulo, um caso muito divulgado foi o de um idoso de 80 anos jogado ao chão por criminoso que se passava por entregador. Mochilas térmicas comuns de delivery são usadas nos disfarces.
- Também há arrastões em zonas nobres com motociclistas disfarçados de entregadores respondendo por diversos roubos rápidos de rua.
- Falsos policiais ou comparsas de polícia
- No Paraná, a Polícia Civil prendeu criminosos que se passavam por policiais — com fardamento imitado, balaclavas, armas — para cometer homicídios.
- Em outras regiões há registros de ladrões que usam roupas que simulam viaturas ou distintivos para intimidar ou enganar vítimas. (Casos semelhantes foram noticiados em diversas operações)
- Outros disfarces
- Criminosos que se passavam por moradores de rua para roubar ou traficar no Distrito Federal. Eles utilizavam esse disfarce para se moverem sem chamar atenção.
- Também há casos de ladrões usando disfarce de operários para tentar furtar ou praticar crimes em locais onde a presença de trabalhadores é normal, o que reduz suspeita imediata.
Autoridades
As autoridades tem reagido, mas num país que prega o vitimismo social, as medidas parecem não surtir muito efeito.
- A Secretaria de Segurança de São Paulo tem recebido queixas e monitorado flagras com câmeras sobre motoqueiros disfarçados de entregadores, para identificar padrões e agir rapidamente.
- Operações específicas já prenderam grupos que se passavam por policiais, com roupas e armas falsas, para cometer crimes graves. Em Curitiba e região metropolitana foi uma operação deste tipo.
- Denúncias são parte importante: rápido registro em delegacias ou por meio de aplicativos de segurança ou vizinhança alerta as forças da lei sobre novos disfarces.
Dicas de segurança
- Desconfie de quem aborda de moto ou bicicleta com mochila ou uniforme não identificado, especialmente se feminino de delivery, operário, policial sem distintivo ou credencial.
- Não abra portas de casa para estranhos sem confirmação — se possível, fale pela portaria ou interfone antes de liberar acesso.
- Use câmeras ou registros externos — muitas prisões e elucidações recentes vieram de imagens de câmeras de segurança, celulares etc.
- Evite divulgar localização exata para pessoas desconhecidas, especialmente em conversas via app, redes sociais etc.
- Denuncie suspeitas — tanto à polícia quanto aos órgãos municipais ou empresas afetadas (apps de entrega, sindicatos, associações de bairro).
Atento sempre
O uso de disfarce por criminosos não é novidade, mas tem se tornado cada vez mais sofisticado e frequente em áreas urbanas. Você desconfiaria de catadores de latinha? Acharia que poderia sofrer assalto de um policial fardado? Ou de um pedreiro indo para a obra em frente à sua residência?
Entender os padrões — entregadores falsas, falsos policiais, moradores de rua etc. — ajuda cidadãos a se protegerem e auxilia no trabalho de segurança pública. A maior dica é permanecer atento e alerta sempre.
A crescente visibilidade do problema mostra que medidas repressivas precisam andar junto com políticas preventivas: melhor iluminação pública, monitoramento por câmeras, integração entre empresas privadas (apps, delivery) e segurança pública.
O brasileiro, que vive num estado conflagrado e ditado pela violência, precisa sempre está atento quando fora de casa. A rua não é ambiente seguro, e nem o trabalho.
QSL News: polícia em foco.

















