Polícia Científica do Paraná recebe reconhecimento internacional por geologia forense
A Polícia Científica do Paraná (PCIPR) foi destacada internacionalmente pela iniciativa pioneira de incorporar peritos com formação em Geologia ao seu quadro técnico.
O reconhecimento veio em publicação da União Internacional de Ciências Geológicas (IUGS-IFG), órgão ligado à ONU e referência mundial em pesquisas e boas práticas no setor.
O que motivou o reconhecimento
A IUGS-IFG elogiou a PCIPR por adotar uma prática pouco comum em institutos de perícia: recrutar especialistas formados em Geologia para atuarem em perícia criminal.
O boletim da entidade descreve a medida como um marco para a aplicação da ciência no combate ao crime, destacando a inovação e a relevância dessa abordagem para a elucidação de casos complexos.
O que faz a geologia forense
A geologia forense consiste no estudo de solos, minerais, rochas e sedimentos presentes em cenas de crime, com o objetivo de relacionar vestígios a locais, objetos, suspeitos ou vítimas.
Essa técnica permite identificar características únicas em fragmentos de solo ou material rochoso, funcionando como uma “assinatura” capaz de ligar pessoas ou objetos a lugares específicos. Assim como ocorre com DNA ou impressões digitais, essas evidências podem ser decisivas em investigações criminais.
Valorização do trabalho pericial
O diretor da Polícia Científica do Paraná, Luiz Rodrigo Grochocki, afirmou que o reconhecimento reforça a valorização do trabalho pericial e demonstra o compromisso do Estado em adotar métodos modernos para auxiliar as investigações. Segundo ele, a geologia forense amplia a capacidade técnica do instituto e coloca o Paraná em sintonia com práticas de vanguarda na ciência aplicada à justiça.
O perito criminal Matheus Pereira Nogueira e Silva explicou que vestígios de solo funcionam como evidências únicas, capazes de indicar a origem geográfica de materiais encontrados em cenas de crime. Essa precisão fortalece a produção de provas e contribui para o esclarecimento de delitos.
Relevância e projeção
Com a inclusão de geólogos em seu quadro, a Polícia Científica do Paraná se torna referência na América Latina no uso da geologia em perícia criminal. A iniciativa fortalece a qualidade das investigações, garante maior precisão na coleta e análise de vestígios e serve de exemplo para outros estados e países que buscam aprimorar seus métodos de investigação científica.
O destaque internacional consolida o Paraná como um dos principais polos de inovação em perícia forense, demonstrando como a integração entre ciência e segurança pública pode trazer avanços significativos para a justiça criminal.
Avanço Estratégico
Além do impacto direto nas investigações criminais, a introdução da geologia forense na Polícia Científica do Paraná representa um avanço estratégico para todo o sistema de segurança pública. A presença de especialistas em Geologia permite a criação de protocolos inéditos para coleta, conservação e interpretação de vestígios naturais, elevando o padrão de qualidade das provas apresentadas ao Judiciário.
Essa inovação também abre espaço para parcerias com universidades e centros de pesquisa, possibilitando o desenvolvimento de métodos analíticos mais sofisticados, como o mapeamento de microfósseis, a caracterização mineralógica de partículas de solo e a identificação de sedimentos em ambientes urbanos e rurais.
O conhecimento geológico, quando aplicado a cenas de crime, amplia a capacidade de reconstrução de eventos, auxilia na localização de corpos ocultos, rastreia rotas de fuga e identifica locais de descarte de objetos ou substâncias ilícitas.
Em crimes ambientais, como mineração ilegal, derramamento de resíduos ou extração clandestina de recursos, a perícia geológica oferece subsídios fundamentais para responsabilização de infratores e recuperação de áreas degradadas.
Ao adotar esse modelo pioneiro, o Paraná fortalece sua posição como referência nacional e internacional, mostrando que o investimento em ciência aplicada é essencial para aumentar a eficiência das investigações, garantir justiça e reforçar a confiança da sociedade nas instituições públicas.
QSL News: polícia em foco.


















