"Policiais fortemente armados em operação em comunidade, enquanto moradores observam das casas.

Seis pebas mortos: polícia contra narcotraficantes no Rio

Ação Policial em Senador Camará e Vila Aliança: Confronto Sangrento

6 narcotraficantes mortos, reféns Libertados e cidade paralisada

Na quinta-feira (4), uma intensa operação conjunta das Polícias Civil e Militar na Zona Oeste do Rio, nos bairros de Senador Camará e Vila Aliança, terminou em confronto armado com seis criminosos mortos após manterem como reféns um pastor e uma criança.

Seis pebas mortos: polícia contra narcotraficantes no Rio - Na imagem, um veículo blindado da polícia circula em uma rua de comunidade, onde há barricadas improvisadas com pedras. Pessoas observam a cena à distância. O cenário mostra casas simples, fiação exposta e muros com pichações.
Foto Domingos Peixoto O Globo

Vítimas sem ferimentos

As vítimas foram resgatadas sem ferimentos. A ação tinha como objetivos os traficantes Bruno da Silva Loureiro (“Coronel”) e José Rodrigo Gonçalves Silva (“Sabão da Vila Aliança”), ambos foragidos e apontados como líderes do Terceiro Comando Puro (TCP).

O cenário foi caótico: barricadas improvisadas com ônibus incendiados, suspensão de linhas de trem e ônibus, bloqueios de vias importantes como Avenida de Santa Cruz e Estrada do Taquaral, impactando moradores e o transporte urbano.

O Alvo da Operação

“Coronel” é responsabilizado pelo espancamento e assassinato da jovem Sther Barroso dos Santos, de 22 anos, após ela recusar-se a sair com ele.

Seu corpo foi encontrado desfigurado em frente à casa da mãe, em Senador Camará. Já “Sabão” responde por chefiar o tráfico local e por um ataque com granada e tiros contra o helicóptero da Polícia Civil, em que o copiloto ficou gravemente ferido.

A ação foi legítima, em resposta a ações criminosas de bandidos vis.

Escolas Fechadas

O saldo foi devastador para os moradores: 28 escolas mantiveram as portas fechadas como medida de segurança e três unidades de saúde tiveram funcionamento prejudicado — uma delas fechou completamente e outras duas suspenderam atividades externas como visitas domiciliares.

Jornalista Sob Ataque

O cinegrafista do portal Factual RJ foi sequestrado e agredido com coronhadas na boca pelos criminosos. Levado ao Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, foi socorrido em estado estável. Esse atentado contra um profissional da imprensa — que apenas filmava os fatos — levanta uma nova bandeira de alerta sobre a falta de segurança e proteção à liberdade de expressão nos territórios controlados pelo crime. Ninguém esta a salvo!

A tragédia em Senador Camará expõe tanto o fracasso na implementação de políticas públicas de segurança preventiva, fruto da ausência de ação firme dos governantes, de decisões de um judiciário e de uma mídia mainstream lenientes com o crime, bem como fica evidente o fato que as forças policiais estão prontas para o combate aos narcotraficantes. Basta que as autoridades percebam a gravidade da situação brasileira partam para a ação.

Cenário Futuro

A operação em Senador Camará e Vila Aliança retirou  criminosos perigosos do convívio.

O fechamento de residências, escolas e serviços públicos, e o ataque a um profissional de imprensa são sinais alarmantes de que vivemos sob um Estado de medo, não de segurança.

Para que essas tragédias não se repitam, é urgente que os poderes saiam da retórica de “enfrentamento do crime” e passem a investir massivamente em inteligência policial, fortalecimento das polícias, infraestrutura comunitária e segurança preventiva.

Só assim será possível devolver a paz aos que menos têm e resgatar a dignidade em áreas deixadas à mercê do caos.

O Problema Não é Local, é Nacional

O episódio sangrento de Senador Camará não pode ser lido como um caso isolado do Rio de Janeiro. Ao contrário, ele é parte de uma tendência nacional do fortalecimento das facções criminosas que, há anos, avançam sobre territórios urbanos e rurais com a mesma eficiência que o Estado não consegue — ou não quer — ter.

 O Terceiro Comando Puro (TCP), facção envolvida na operação, atua no Rio, mas mantém alianças e rivalidades que se conectam diretamente ao Comando Vermelho (CV) e ao Primeiro Comando da Capital (PCC), hoje presentes em praticamente todos os estados do país.

Enquanto o PCC domina rotas internacionais de drogas, sobretudo via Paraguai e Bolívia, o CV expande-se na Região Norte, controlando rios e rotas de fronteira que alimentam o tráfico. O TCP, mesmo menor, se firma em áreas da Zona Oeste carioca e mantém vínculos que aumentam sua capacidade de sobrevivência. Esse mosaico criminoso mostra que o problema não é apenas da Zona Oeste, mas de todo o Brasil.

QSL News: polícia em foco.

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